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Guias · 5 min de leitura

Hidroterapia facial ou limpeza de pele clássica: diferenças e qual escolher

Por Marta Fernández · Atualizado a

Daisies floating on rippling water with reflections over a pale towel

«Faço uma limpeza de pele das de sempre ou uma hidroterapia?» É uma dúvida muito razoável, porque as duas se apresentam como faciais de limpeza e as duas deixam a pele com bom aspeto. Mas não trabalham da mesma forma nem servem igualmente a todas as peles. Aqui tens as diferenças reais, sem marketing, para escolheres com critério.

Duas formas diferentes de limpar

A limpeza de pele clássica

É o facial de sempre e, por alguma razão, continua atual. Depois de desmaquilhar, esfolia-se a pele; a seguir, o vapor amolece o sebo endurecido dentro dos poros e faz-se uma extração manual dos pontos negros que cedem com uma pressão suave. Termina com tónico, máscara adaptada à pele, hidratante e protetor.

O seu ponto forte é a extração: nenhum aparelho esvazia um comedão profundo e endurecido com a precisão de umas mãos experientes. O ponto fraco é deixar alguma vermelhidão durante algumas horas e, em peles sensíveis, o vapor e a extração podem ser demasiado.

A hidroterapia facial

É uma técnica mais recente, da família da hidrodermoabrasão ou hidroesfoliação. Uma ponteira percorre a pele, aplicando água e soluções cosméticas, enquanto uma aspiração suave retira células mortas, oleosidade e impurezas superficiais. Depois aplicam-se ativos hidratantes e uma máscara.

O seu ponto forte é limpar e hidratar ao mesmo tempo sem agredir: não há vapor, não há extração manual e a pele sai hidratada e quase sem vermelhidão. O limite é que os pontos negros profundos e muito endurecidos nem sempre saem só com a aspiração.

Uma nota sobre o «antes e depois» do depósito

Alguns equipamentos de hidrodermoabrasão recolhem o que é aspirado num depósito transparente, e é habitual ver fotografias desse líquido turvo como prova do que sai da pele. Convém saber que nesse depósito há sobretudo água, produto, células mortas e oleosidade superficial. É um sinal de que a técnica limpa, mas não é uma medida de quantos poros foram esvaziados.

Que pele beneficia mais de cada uma

Se a tua pele… Costuma resultar melhor
É oleosa e tem muitos pontos negros no nariz e no queixo Limpeza clássica
É mista, com a zona T carregada e as maçãs do rosto a repuxar Alternar as duas
É seca ou está desidratada Hidroterapia
É sensível ou fica vermelha com facilidade Hidroterapia
Tem borbulhas ocasionais fora de um surto Limpeza clássica, com hidroterapia pelo meio
Precisa de bom aspeto para um evento dentro de poucos dias Hidroterapia

Nenhuma das duas é adequada sobre acne inflamatório ativo, com borbulhas dolorosas ou quistos. Nesse caso, o primeiro passo é falar com o teu dermatologista.

Se é a tua primeira vez

Se nunca fizeste nenhuma das duas e não sabes que tipo de pele tens, começar por uma avaliação resolve a dúvida. Uma pele com muitos poros obstruídos vai agradecer uma primeira limpeza clássica que a «ponha a zero»; a partir daí, a hidroterapia pode tornar-se o facial de manutenção. Numa pele sensível ou seca, pelo contrário, o lógico é começar diretamente pela hidroterapia.

A experiência no gabinete

Para muitas pessoas, a diferença mais evidente está na forma como se vive a sessão.

Na limpeza clássica, há uma parte muito agradável — limpeza, vapor morno, máscara, massagem — e uma parte menos confortável, a extração, que pode causar um ligeiro desconforto no nariz e no queixo. À saída, pode ficar alguma vermelhidão nessas zonas durante algumas horas.

Na hidroterapia, toda a sessão é fresca e suave. Sente-se a água e uma sucção leve que percorre a pele, um pouco mais percetível no nariz. À saída, a pele costuma estar uniforme e luminosa, pronta para continuares o teu dia.

Com que frequência e como alterná-las

A limpeza clássica costuma repetir-se a cada 4–6 semanas em peles oleosas e a cada 2–3 meses em peles normais ou secas. Fazê-la mais vezes irrita.

A hidroterapia admite mais frequência porque é menos agressiva: como sessão avulsa quando a pele pede, ou numa série de quatro sessões a cada 2–4 semanas se quiseres consolidar a hidratação e a luminosidade.

Uma rotina que funciona bem em peles mistas ou oleosas é combinar: uma limpeza clássica quando os poros se enchem e uma ou duas hidroterapias pelo meio. Assim a pele mantém-se desobstruída sem ser submetida a extração com demasiada frequência.

E em Málaga, com o sol e a humidade

O clima de Málaga tem um efeito curioso na pele: o calor e a humidade do verão aumentam a oleosidade e o suor, enquanto o sol, o vento e o ar condicionado a desidratam. Não é raro encontrar peles com brilho na testa e a repuxar nas maçãs do rosto ao mesmo tempo.

Para essas peles, a hidroterapia é especialmente útil no verão: limpa sem deixar a pele sensível ao sol. No fim do verão, quando os poros estão carregados de suor e protetor solar, uma limpeza clássica costuma ser um bom «recomeço». Em qualquer caso, protetor solar todos os dias.

Antes de um evento

Se tens um casamento, uma entrevista ou uma sessão fotográfica:

  • Hidroterapia: um ou dois dias antes. Não deixa marcas e a pele fica com ar hidratado.
  • Limpeza clássica: de preferência dois ou três dias antes, para que qualquer vermelhidão desapareça.
  • Nunca experimentes algo novo na véspera. Se não sabes como a tua pele reage, faz um teste com semanas de margem.

Na Narumi

Na Narumi, na calle Cristo de la Epidemia, no centro de Málaga, fazemos as duas. A Marta Fernández avalia a tua pele e recomenda-te uma, a outra ou uma combinação, conforme o que observarmos e o que procuras. Se em algum momento a extração não fizer sentido para a tua pele, dizemos-to.

Para ajustares a frequência ao teu tipo de pele, consulta o guia sobre de quanto em quanto tempo fazer uma limpeza de pele.

Hidroterapia facial e limpeza de pele clássica, comparadas
Hidroterapia facialLimpeza de pele clássica
Como limpaÁgua, soluções esfoliantes e aspiração suaveEsfoliação, vapor e extração manual
Pontos negros profundosMelhora o seu aspeto; não os esvazia todosEsvazia-os de forma seletiva
HidrataçãoProtagonista da sessãoNo fim, com máscara e creme
Vermelhidão depoisNenhuma ou mínimaLigeira, durante algumas horas
Peles sensíveisMuito adequadaCom adaptações e extração mínima
Antes de um eventoUm ou dois dias antesDois ou três dias antes

Perguntas frequentes

A hidroterapia facial substitui a limpeza de pele?

Para muitas peles pode ser o facial de manutenção, sobretudo se forem sensíveis, secas ou com poucas impurezas. Em peles oleosas com pontos negros marcados, não a substitui por completo: a extração manual continua a ser necessária de vez em quando. O mais habitual é alterná-las.

Qual deixa a pele mais limpa?

Depende do que entendes por limpa. Para esvaziar comedões profundos, a limpeza clássica. Para retirar células mortas e oleosidade superficial e deixar a pele uniforme e hidratada, a hidroterapia faz isso muito bem. São limpezas diferentes e, por isso, muitas peles beneficiam de as alternar consoante a época do ano.

Qual é melhor para o acne?

Com acne inflamatório ativo, nenhuma das duas é o primeiro passo: fala com o teu dermatologista. Com tendência para borbulhas fora de um surto, a limpeza clássica ajuda a esvaziar os poros obstruídos, e a hidroterapia pode manter a pele desobstruída entre limpezas sem a irritar.

Qual faço se a minha pele for mista?

Muitas peles mistas dão-se bem a alternar: uma limpeza clássica quando a zona T se enche de pontos negros e uma hidroterapia pelo meio para hidratar as maçãs do rosto sem as irritar. Na avaliação propomos-te o ritmo e ajustamo-lo conforme a resposta da tua pele.

Qual é mais relaxante?

A hidroterapia costuma ser mais agradável do princípio ao fim, porque não tem a parte da extração. A limpeza clássica também tem momentos muito relaxantes, como a máscara e a massagem final, mas a extração pode causar um ligeiro desconforto.

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